Sobre a Rede da Costa
Histórias do litoral brasileiro contadas com respeito, contexto e olhar de quem conhece a vizinhança.
A Rede da Costa é um projeto editorial publicado em pescadorbr.digital. Surgiu da conversa entre jornalistas e pesquisadores que perceberam um padrão na cobertura sobre pesca no Brasil: ou o assunto aparece em catástrofes ambientais, ou some por meses entre manchetes de turismo e especulação imobiliária.
Queríamos um espaço que acompanhasse o dia a dia — defeso, preço do diesel, assembleia na colônia, criança aprendendo a ler maré — sem transformar pescador em figura decorativa nem em vítima permanente.
Missão
Informar, contextualizar e dar voz a comunidades costeiras. Publicamos reportagens sobre colônias de pescadores, pesca artesanal e a vida nas vilas do litoral. Nosso público inclui moradores dessas comunidades, gestores públicos, pesquisadores e leitores curiosos que nunca pisaram num cais às cinco da manhã.
Independência
Não somos filiados a sindicatos, empresas de pesca industrial nem órgãos governamentais. Não aceitamos patrocínio que comprometa autonomia editorial. Quando uma matéria resulta de viagem apoiada por instituição, dizemos isso no texto. Leia nossa política editorial completa.
Quem escreve
Ana Lúcia Ferreira — editora e repórter. Pernambucana, morou em comunidades de pesca no litoral norte do estado. Cobre políticas públicas costeiras e organização de colônias.
João Ribamar — repórter. Cearense, filho de pescador artesanal. Escreve sobre economia da pesca, cadeias de comercialização e legislação de defeso.
Camila Souza — repórter e fotógrafa. Baiana, documenta rotina de vilas no Recôncavo e no litoral sul. Foco em educação, saúde e infraestrutura comunitária. Antes de jornalismo, trabalhou em projeto de alfabetização em comunidade ribeirinha.
De onde falamos
A redação não tem sede física única. Ana trabalha entre Recife e Olinda; João, entre Fortaleza e Caucaia; Camila, entre Salvador e cidades do Recôncavo. Viajamos para reportagens e mantemos contato permanente com lideranças de colônias e associações de moradores. Esse modelo remoto nos permite estar perto de quem vive o assunto sem impor a lógica de uma redação centralizada em capital.
O que não somos
Não vendemos equipamento de pesca, não intermediamos compra de pescado e não fazemos lobby por empresas. Não reproduzimos comunicados oficiais sem checagem. Quando citamos dados do governo ou de ONGs, indicamos a fonte e, sempre que possível, contrastamos com a experiência de quem está no cais.
Como nos apoiar
Compartilhe matérias, envie pautas e correções. Se você representa uma comunidade e quer contar sua história, escreva para [email protected]. Resposta em até três dias úteis.